FRAGMENTOS DE UM DESVIADO




Clica aí pra saber QUEM É O DESVIADO...


Frases e Pensamentos sem conexão ou compromisso com ortodoxia, senão, minha própria consciência como avalista.


A única certeza que se tem em matéria de fé, são frágeis e sinceras suposições.
 
A verdade de cada um não possui permissão para violar o direito de escolha do outro.

A sabedoria de alguém não consiste no grau de instrução que ela possui ou nos predicados ao longo da vida acumulados, e sim, na habilidade com que ela discerne e na sensibilidade com que ela interage ante os fatores e variáveis à sua volta.

Se por um lado tenho de me curvar aos argumentos irrefutáveis ateístas da improbabilidade de um Deus pessoal e criador, por outro, estou seduzido eternamente por essa centelha de fé no meu subjetivo consciente que insiste em me tentar soprando suavemente que somente através de uma autoria Divina tudo que existe passou a ser realidade objetiva experimentada.

Prefiro as chamas do inferno a ter de dividir as delicias do paraíso junto com gente cretina que se julga eleita por antecipação. Creio que lá (no inferno) os habitantes sejam mais humanos, porque se despiram dos falsos e arrogantes predicados de santidade.

A aleatoriedade dos eventos existenciais é uma verdadeira "roleta russa", não existe apólice de seguro.

Fazer Deus avalista das benéfices em detrimento dos malefícios, é no mínimo chamá-lo de desonesto e irresponsável.

Enquanto houver gente fragilizada, está garantida a matéria prima para a exploração da fé.

O preconceito está associado a incapacidade de enxergar a si mesmo.

Sou o que fui para voltar a ser o que não era...
 
Comunhão não é agendamento e sim, movimento. Não deve ser programação mas sim, interação.
 
A vida não faz sentido a menos que você aprenda a morrer todos os dias da melhor maneira possível consciente da sua finitude e de sua co-participação junto a outros seres nesse planeta.

Certeza religiosa é a presunção da incapacidade humana em lidar com a crueza da realidade.

Defensores de Deus com muita propriedade, se transformam sutilmente em demônios em nome da sã doutrina.

Graça inclusiva é isso. É sentir-se amado com a mesma intensidade de perceber-se inadequado, é a decisão do Eterno de no coração equivocado da criatura se fazer interno.

Se Deus é responsável em última análise pelas bem-aventuranças mesmo que fazendo uso permissivo da metodologia das tragédias como propõe a afirmativa cristã, seria honesto e coerente atribuir a Ele também a mentoria pelas más-aventuranças nesse processo de aperfeiçoamento de sua criatura, ou então, estamos diante de uma gritante contradição.

Algo em comum na paixão religiosa e no partidarismo político me assusta: Os fanáticos por catequizar e desestabilizar quem é do grupo oposto se atraem tomados do sentimento messiânico iminente.
 
Reconciliar-se com Deus implica necessariamente em uma reconciliação pessoal de responsabilidade para com a vida, no demais, tudo se resume em especulação infrutífera sobre o que transcende.

Nada me intriga e incomoda tanto nas expressões religiosas como o sentimento de exclusividade e a capacidade de exclusão latente no inconsciente coletivo que tem como premissa a salvação e o bem estar do semelhante. No mínimo contraditório...
 
Um Deus que para se fazer compreendido necessita antes da dissecação e afirmação teológica das cátedras da religião, tornou-se produto de falsificação na pior versão da elaboração da mente humana que existe.
 
Por mais que tentemos inferir sobre Deus ou filosofar sobre o sentido da vida, o que nos dignifica diante do sopro de existir é a maneira como procedemos segundo a consciência adquirida.
 
A grandeza da alma que crê não está na forma com que se pode mensurar sua fé, mas, na simplicidade e intensidade em como ela traduz e conjuga esse sentimento na vida do diferente e necessitado.

Existem sensações que a lógica desconhece, impressões que são discernidas na alma e definidas de fé por quem as tem. Uma não invalida a outra, porém, devem se confrontar para que a experiência de ambas seja legítima enquanto dure.
 
Transferência de responsabilidade pacifica a consciência mas, definha a alma.

Em minhas meras impressões sobre a vida, aprendi que não tenho o direito de ser seletivo tampouco menosprezar os desalinhos e viés dessa eterna tapeçaria, pois, eles são a gênese para novas dimensões.

Definitivamente um Deus que arquiteta e orquestra a morte da criatura feita a sua imagem e semelhança em nome da satisfação de sua própria justiça, superou em demasia o Diabo em que se transformou o anjo de luz por Ele concebido. É por esta razão que o Ser Supremo no qual eu creio, não cabe mais em qualquer leitura sagrada que se fez enrijecida pela lei.

Perder a alma está na direção oposta de uma projeção futura, é não permitir no presente que a calamidade não nos assombre, a dor não nos doa e o olhar do desespero não nos desespere.

Em Deus todo homem é alvo inerrante de Sua eterna Graça, no homem ela foi patenteada pelos trâmites de uma vida sacra.

O mundo já seria um paraíso se não fora a militância religiosa motivada pelas paixões partidárias.

Reza a Bíblia que Deus criou Lúcifer, rezam os fatos que ele reza o Pai Nosso na boca de alguns como Diabo.

Fazer Deus avalista em decisões que são de âmbito pessoal é no mínimo medíocre para não concluir como desonesto.

Nada mais agressivo a Graça Divina do que a fé que insiste em insinuar-se através de malabarismos exteriores de espiritualidade convencida.

O cúmulo da arrogância religiosa é a tentativa de catalogar Deus numa cartilha de doutrinas pretensamente sagrada.

Não consigo ser polido no trato quando a hipocrisia religiosa de alguns me provoca asco.

A santidade e bons costumes de algumas pessoas são tão indelicadas que mais se parecem com um arroto.