Enxaqueca Religiosa

Por Franklin Rosa

Conversando com alguns líderes evangélicos, fiquei decepcionado com a visão do Evangelho que os caras tem!

Para eles a Igreja não passa de um balcão religioso onde se vende e se compra bençãos, os membros são clientes e os líderes são facilitadores para a satisfação da egolatria  humana na versão "Igreja Business", que conquista e tem poder, onde se fazem grandes negócios ou seria "Pequenas Igrejas, Grandes Negócios"???!!!

Na concepção mais otimista que ouvi, o Evangelho e a Mensagem da Cruz não foram suficientes pois, a obra do Calvário precisa ser melhorada com coisas do tipo: vista isso e não vista aquilo, assista isso e não assista aquilo, beba isso e não beba aquilo, não corte cabelo para a mulher e não deixe bigode para o homem (se ter bigode fosse pecado, porque Deus fez com que ele "Lo Bigodon", nascesse bem abaixo do "Narigon"?).

Essa é a versão "Estuprador Evangélico", que violenta a "Graça de Deus".
Como diria Boris Casoy: "Isso é uma vergonha!"

Vale aqui lembrar as palavras do nosso irmão Paulo: "Se, pois, estais mortos com Cristo, quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: não toques, não proves, não manuseies? As quais coisas todas perecem, pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens; as quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum, senão para a satisfação da carne" (Colossenses 2:20-23).

Confesso que enquanto escrevo este texto estou com uma tremenda enxaqueca mas, o pior de tudo é quando sou acometido da "Enxaqueca Religiosa".

Me dá enxaqueca ver o Evangelho ser transformado em negócio por estelionatários evangélicos fantasiados de pastores.

Me dá enxaqueca quando o evangelho da graça, é suplantado pelo legalismo dos usos e costumes que anulam a “Cruz de Cristo” transformando-se assim em um novo meio de graça que nada mais é do que desgraça.

Me dá enxaqueca quando percebo que a maioria dos sermões que hoje são pregados, concentram-se no que Deus pode fazer e, quase nunca na responsabilidade de assumir a realidade que o homem deve ter.

Me dá enxaqueca de ver semana após semana uma busca frenética pela manifestação das mãos (poder) de Deus, mas uma recusa energética pela busca da face (do caráter) de Deus.

Me dá enxaqueca ver as "Ladys Gagas" e "Michael Jacksons" evangélicos, pousando de pop star e capitalizando "horrores" em nome do "evangelismo através da música" (me engana que eu gosto!!!).

Me dá enxaqueca quando os cultos não passam de uma "Rave Gospel" a base de “Ecstasy Musical", chapando a consciência  dos crentes que preferem viver alienados, intoxicados , depois de uma "cheirada de carreira religiosa", num culto de domingo a noite tipo: "Uma Noite no Além - vendo jacaré subir pela parede".

A lista é enorme e eu paro por aqui, porque já estou "por aqui" com esse negócio de "171 Gospel", "Estuprador Gospel", "Mauricinhos e Patricinhas Gospel", "Lair Ribeiro Gospel", "Baladona Gospel", e haja caixa craniana para caber tanta "baboseira gospel"!