Esqueceram de Mim...

Por Franklin Rosa

Lucas 2:41-50

Um filme de muito sucesso na década de 90, “Esqueceram de Mim” retrata a experiência de uma família que esquece seu filho em casa, quando estavam saindo para uma viagem de férias.

O resultado, é que o garoto aproveita a ausência dos pais para aprontar a maior bagunça e confusão, como meio de defesa contra os invasores que queriam tirar vantagem da situação.

Quando leio o texto de Lucas 2:41-50, ou me lembro das cenas do filme protagonizado por Macaulay Culkin, surge uma pergunta intrigante: Como um pai e uma mãe se esquecem de seu filho?

O relato Bíblico diz, que eles foram descaradamente caminho de um dia e não perceberam a ausência de Jesus.

Para eles estava tudo bem, satisfeitos com o cumprimento da “obrigação religiosa”, mas a verdade é que estavam desatentos.

Somente depois de três dias então notaram que havia algo de errado: “A Presença de Jesus não estava com eles!”.

No vs. 48 Maria tenta justificar a situação transferindo a responsabilidade para o menino: “Filho, por que fizeste assim para conosco? Eis que teu pai e eu ansiosos te procurávamos”.

A exemplo desse fato, muitos são os que tem esquecido Jesus pelo caminho, no meio da jornada com suas dificuldades ou dentro de sua própria religiosidade e legalismo, achando tudo muito espiritual.

Não se ligaram ainda que a alegria contagiante da Sua presença ficou para trás, no passado.

Esta é a triste realidade de muitos cristãos e igrejas que, apesar de uma performance religiosa rotineiramente executada já não comungam mais da simplicidade e a alegria do Evangelho, porque: “Esqueceram de Mim...”, diria Jesus.

O resultado não poderia ser outro: muita bagunça e confusão à semelhança do filme.

Quando Esquecemos Jesus, substituímos a simplicidade do Evangelho por sofisticação eclesiástica.

Quando Esquecemos Jesus, o “louvorzão” substitui a oração como metodologia para atrair o “Fã Club do Cristo Pop”.

Quando Esquecemos Jesus, campanhas milagreiras se tornam o “carro chefe” da práxis cristã.

Quando Esquecemos Jesus, indumentária religiosa se torna um meio de aperfeiçoar a obra da cruz.

Quando Esquecemos Jesus, o culto à “personalidade” se sobrepõe ao culto à pessoalidade do Senhor.

Fico por aqui com o profundo desejo de que não venhamos ser acometidos de “amnésia espiritual” e esquecer a simplicidade da Pessoa e Presença de Jesus, distraídos com satisfação da obrigação religiosa cumprida, ou entretenimentos espirituais no mundo da “Fantasia Evangélica”.