Ele (Jesus) era católico?



Referente ao Post "Jesus não era evangélico" e consequente pergunta de uma leitora do blog via e-mail

ELE ERA CATÓLICO?
 

Date: Wed, 15 Dec 2010 18:54:37 -0200
Subject: Conexão da Graça - Jesus não era evangélico
From:conexaodagraca@gmail.com
To: conexaodagraca@gmail.com


 
Olá XXXX querida no Senhor, Graça e Paz de verdade invadam sua alma...

Obrigado pela atenção ao e-mail.

Partindo da premissa que a palavra "Católico" significa universal e "Apostólico" aquilo que converge na doutrina dos apóstolos, podemos afirmar que sim.

Jesus é universal no que se refere a amplitude da graça da salvação que foi dada gratuitamente à toda humanidade sem distinção mesmo, e apostólico porque é o tema central da pregação dos apóstolos.

Mas de forma alguma posso afirmar que Ele era romano, pois a sua Palavra não pode ser seqüestrada nem feita refém de nenhuma cultura ou tradição da religião, por mais antiga que ela seja.

Agora, no que se refere a uma denominação religiosa instituída, Ele nunca foi e nunca será nada, nem evangélico, nem católico, nem espírita, nem budista, nem mórmon, nem caminho da graça, etc., haja vista as duras críticas feitas por Ele aos religiosos da instituída denominação farisaica que queriam represar a salvação no seu mundinho religioso.

Eu sou evangélico porque creio no Evangelho, mas sinceramente tenho muito pouco a ver com esse movimento evangélico que aí está posto e que saiu dos trilhos a muito tempo.

Então, Jesus não era evangélico denominacionalmente falando, nem católico nem nada (para clarear, Ele não era simpatizante de nenhum movimento religioso, mas Ele foi, é e sempre será o próprio EVANGELHO).

Os evangélicos por sua vez, acham que não há salvação se não for nas suas fronteiras religiosas, o que não difere nem um pouco de católicos e outras religiões que se acham detentoras do Monopólio da Graça, pura besteira...

Se fizermos uma análise sincera, não tendenciosa nem bairrista das suas próprias palavras (Palavra de Jesus), vamos perceber que muitas vezes sua Graça e elogios foram dispensados à aqueles que eram inadequados quanto a religião:

E, quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, viu-o e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, porque hoje me convém pousar em tua casa.” Lucas 19:1-10.

O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!” – Lucas 18:9-14

Mas, um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele, e vendo-o, moveu-se de íntima compaixão... Qual, pois, destes três, te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?” – Lucas 10:25-37

Querida, o próprio Senhor Jesus disse que: “... O reino de Deus não vem com aparência exterior (visível). Nem dirão: Ei-lo aqui, ou, Ei-lo ali; porque, eis que o reino de Deus está entre vós.” – Lucas 17:20b,21.

Poderíamos dizer que: o Reino de Deus não é grife, patente, logomarca, Sociedade LTDA nem propriedade exclusiva de nenhuma religião, mas: “ ... A quem quer que tiver sede, de graça lhe darei da fonte da água da vida.” – Apocalipse 21:6.

A religião, seja ela católica, evangélica ou outra qualquer, tem sido um desserviço ao Reino de Deus, que o digam os profissionais das patologias da alma que tem tido trabalho em excesso para tratar de neuroses, depressões, ansiedades, e síndromes as mais diversas, por gente que é ou pertenceu a alguma nomenclatura religiosa.

O Evangelho em contrapartida, é saúde para alma e alegria para o coração, e como disse Jesus “... é leve e suave...” – Mateus 11:30.

Contraditoriamente o papel da religião é este: “... atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; eles, porém, nem com o dedo querem movê-los; E fazem todas as obras a fim de serem vistos pelos homens...” – Mateus 23:4,5a.

Bem, finalizando... Se Jesus voltasse agora no cenário religioso, muito provavelmente Ele seria reconhecido com mais facilidade na ótica dos ufólogos spilberguianos: “Um E.T. phone home”, intangível pela religião mais perceptível por aqueles que não são mas acabam sendo por sua simplicidade e despretensão...

No mais, leveza, graça e bondade à todos os homens (e mulheres) da terra à quem Ele quer bem (sem distinção).