A Graça nada comum de Deus



“Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação... A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e guardar-se da corrupção do mundo” Tiago cap. 1 vs 17 e 27

Herbert José de Souza: Um desafio para a tendenciosa teologia da “Graça Comum”.

Como já escrevi anteriormente no texto O Evangelho que não é do MEIO” - Temos uma habilidade imensa para sacralizar o que é do demônio e demonizar o que é e está sacramentado por natureza e nobreza!

Nosso exclusivismo religioso nos priva de reconhecer o que é divinamente inspirado, quando o objeto em questão não tem sua fundamentação ou procedência do e ou no “MEIO”.

Certo dia conversando com um amigo de confissão evangélica na empresa onde trabalho a respeito de pessoas que são dotadas de uma inspiração e capacidade especial das mais variadas matizes de pensamento e convicções de espiritualidade e que, desenvolvem ou manifestam “dons” que convergem na construção de valores e conteúdos nobres em benefício do ser humano, ele me disse: “ISSO É GRAÇA COMUM DE DEUS”. Pensei comigo e não entrei na discussão por conta do horário de trabalho: A Graça de Deus não tem nada de comum!

A argumentação por trás da frase simplista desse amigo como já discutido em outras ocasiões, era na intenção de desqualificar pessoas que não pertencem a “religião evangélica” como imerecedoras da plenitude da Graça de Deus, fazendo das mesmas objeto de especulação e segregação religiosa. speculaç s mesmas da plenitude da Graça de Deus, e somentitados de forma concreta, e n

Alguns na tentativa de justificar coisas boas e relevantes que refletem ou cooperam como manifestação da sabedoria e favor de Deus em direção do ser humano, e que tem sua origem no individuo que não pertence a um determinado currículo ou gueto religioso, apelam para a “força de expressão” que é fruto da segregação envaidecidaGRAÇA COMUM DE DEUS”.

Minha opinião exaustiva a respeito desta interpretação que entendo como equivocada, é que a GRAÇA DE DEUS “NUNCA É COMUM”, e sim, a própria decisão unilateral e sobre-natural de Deus de se fazer presente no interior do homem inspirando-o para o bem, e esse mesmo a partir do momento em que é tocado pelo “insight”  do escrutínio Divino, incorpora em si  a GRAÇA do Deus que não tem fronteiras, que não é seletivo, e que se faz conhecer através de dons e capacitações independente da “teologização” que se faça D’ELE.

Sei que estou sujeito a retaliações e contra-posições originadas na mentalidade hermética de quem não ousou nem se deu o direito de sair das fronteiras do tradicionalismo enrijecido pela ditadura do pensamento, mas confesso que para mim,  um desses casos é a vida exemplar de Herbert José de Souza o “Betinho”.

Coerência, profundidade, percepção de valores nobres, desprendimento e investimento na vida do ser humano, são características marcantes na vida desse homem que falam por si só, tornando sua existência digna de ser imitada e experimentada, corroborando assim com a revelação do Evangelho da Graça que não abre concessões para monopolizações teológicas que rotulam a Pessoa e Obra de Jesus Cristo (Senhor nosso e dele também) vinculando-O a uma grife religiosa.

Betinho viabilizou o Reino de Deus na vida dos mais necessitados de forma concreta, e não meramente através de uma cartilha ou discurso religioso.

As relações e interações com o semelhante e com o privilégio da vida, se tornam menos “separatistas” e “seletivamente envaidecidas”, quando fazemos o exercício de discernir conteúdos de relevância que constroem o bem na nossa alma, vindo de fontes totalmente inusitadas e contraditórias aos nossos padrões preconceituosos que são concebidos e absorvidos em grande parte por passividade e comodidade intelectual.

A partir desse paradigma, cabe a cada um de nós a difícil tarefa de se desarmar dos “tabus da tradição”, para então agregar a beleza da vida, o “BEM DE DEUS” nas suas mais variadas formas, expressões e personalidades.